quinta-feira, 29 de agosto de 2013

STAGNADA





Tal e qual poça d'água em um beco sujo após a chuva - é assim que ela está. Stagnada. Ela nunca se move. Nunca. Faz uns vinte anos que está no mesmo empreguinho insatisfatório mas seguro. Quer sair, pode fazer muito mais mas não... os braços, as pernas não a obedecem. A alma quer partir para voos mais altos mas os pés se fincam no chão. O coração anseia e suspira por mais da vida mas a mente a boicota e embota. O medo a deixa paralizada. Stagnada. Medo do quê? Do desconhecido. "Mais vale uma tragédia anunciada na mão do que duas possibilidades voando." diz para si mesma à guiza de desculpa. Fato certo é que o novo a atrai, de algo novo ela necessita, porém o novo a aterroriza. Ao longo do caminho a covardia se tornou sua segunda pele, uma carapaça que a imobiliza e impede de viver. Stagnada.

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